sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Campanha pela "netiqueta" nos e-mails e liberdade dos formatos

Divulgar é sempre a melhor solução, então divulgue de alguma forma o uso dos formatos livres.

Regras gerais:
  • Evite a todo custo caracteres estranhos, smiles etc.
  • Cuidado com o formato da mensagem. Ajuste o seu cliente para usar o padrão universal: UTF8 ou UTF16 (Padrões Unicode), mesmo que seu cliente venha por padrão marcado para usar coisas antigas e obsoletas, como CP850, ISO-8859-X, onde X pode ser qualquer coisa.
  • Jamais use e-mails profissionais em listas públicas. Chega a ser um absursdo a gente ver na lista do Ubuntu-BR aquelas assinaturas em que o próprio servidor coloca que o e-mail em questão é de uso particular e que quaisquer informações ali colocadas são privadas e de uso restrito etc. etc. etc. Se é particular, mantenha particular. Para listas públicas use e-mail públicos.

No campo de assunto:
  • Seja claro e sucinto. Detalhes ficam por conta do corpo.
  • Não precisa indicar que a mensagem já foi respondida (RE:) depois encaminhada (ENC:) depois repondida de novo (RE:) e reencamihada (FW:) anteriormente. Fica bem poluído o campo de assunto com coisas do tipo [RE: [ENC: [RE: [RE] [FWR:]]] Assunto....]

No corpo da mensagem:
  • Sempre utilize texto simples. Usar HTML ou qualquer outra coisa é, no mínimo, perigoso no que concerne à segurança, e um desperdício.
  • Seja claro, direto e simples no falar. Evite jargões e regionalismos, principalmente em listas de discussões. Eu mesmo já usei de um regionalismo comum no sul do Brasil para se referir a uma surpresa em uma lista e um companheiro do nordeste achou que eu o estava xingando.
  • Para e-mails profissionais, faça um revisão ortográfica e gramatical breve. É chato você receber e-mail que parecem ser sérios com erros absurdamente impraticavelmente orrível de se verem e ler!

Em anexos:
  • Nunca envie um formato binário, a não ser que TODOS os navegadores o suportem: é o caso de imagens em JPEG.
  • Texto deve ser enviado no formato texto, nunca em HTML ou como um documento de um editor de textos qualquer.
  • Jamais insira imagens no meio do texto a não ser que seja absolutamente inevitável, o que jamais acontecerá se você usar a regra acima. Imagens são arquivos anexo como qualquer outro anexo que você pode mandar.
  • Se precisar enviar algo "formatado", use uma linguagem de descrição de páginas como PostScript (para impressão) ou PDF (para vídeo ou impressão).
  • Se precisar que o destinatário edite, prefira um meio comum de edição e não o e-mail. Para isso assine serviços como o MS Office Web ou Google Docs.
  • Se precisar enviar algo realmente binário (um desenho CAD, por exemplo), informe no corpo do e-mail qual é o formato e como o destinatário deverá abri-lo, indicando o programa adequado para isso.

Nas assinaturas:
  • Assim como todo o restante do e-mail, deve ser simples, fácil de se ler e direto ao ponto.
  • Assine o seu nome e o lugar de onde está escrevendo (cidade e estado e/ou país).
  • Se é um e-mail profissional, pode incluir o nome da empresa/universidade/órgão público ao qual está vinculado e sua posição/função dentro dele.
  • Pode terminar com uma frase simples e, jamais, insira figuras e outras firulas.
  • Se a empresa exigir pode ser anexado ao e-mail um cartão de visitas (Virtual Card File).

Sugestões finais:
  • Se queres efetivamente divulgar formatos livres podes utilizar um PS abaixo da assinatura como o meu. Podes copiar e alterar a vontade. Ele infoma a existência do formato ODF e como o destino pode conseguir abrí-lo de forma simples e confiável.

Atenção: Este e-mail pode conter anexos no formato ODF (Open Document Format)/ABNT (extensões odt, ods, odp, odb, odg). Antes de pedir os anexos em outro formato, você pode instalar gratuita e livremente o BrOffice (http://www.broffice.org) ou o seguinte Plugin para Microsoft Office (http://www.sun.com/software/star/odf_plugin/get.jsp).

  • Parece incrível, mas mesmo depois de 2000 anos em que a frase seguinte foi formulada ainda temos uma enorme dificuldade em assimilá-la e executá-la: "Respeitai os outros da mesma forma que queres que os outros te respeitem".
É isso.

sábado, 4 de julho de 2009

Ícone do Upgrade Manager no Ubuntu 9.04

Para quem está usando o Ubuntu 9.04, já percebeu que o Update Manager insiste em se mostrar nos momentos menos oportunos. Então, para voltar ao comportamento antigo tem duas formas.

A primeira é a forma gráfica:
Abra o gconf-editor:
  1. ALT+F2 para abrir a caixa de execução de comando (Run Application)
  2. Digite gconf-editor
  3. Navegue até Apps->Update Notifier e então desmarque a opção auto-launch.
Para voltar ao comportamento padrão, faça o mesmo que acima e remarque a opção auto-launch.

A segunda forma é via linha de comando.
  1. Abra um terminal: Applications -> Accessories -> Terminal
  2. Para desabilitar, digite
    gconftool -s --type bool /apps/update-notifier/auto_launch false
  3. Para reabilitar, digite
    gconftool -s --type bool /apps/update-notifier/auto_launch false
É isso!

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Dica de programa: DHelp

Essa dica vai muito bem para os desenvolvedores. No meu caso, como uso o Octave, é sempre bom ter o manual em mãos.

Para aqueles que querem manter os seus documentos de ajuda em HTML bem organizados, faz o seguinte: instala o dhelp.

O dhelp (ou melhor Debian Help) é um programinha muito simples mas muito poderoso, ele faz uma varredura em todo HTML do seu disco e tenta organizá-lo em grupos, normalmente pelas pastas onde os arquivos se encontram.

Cara fica uma beleza a organização.

Só mais uma coisa: se você tem um servidor Web (e.g. Apache - httpd) você deve apontar o navegador para http://localhost/doc/HTML/index.html ou se não, você deve acessar o índice gerado através de: file:///usr/share/doc/HTML/index.html.

Se você esquecer disso, basta digitar dhelp num terminal, que ele vai abrir a página index ou então dhelp para acessar uma busca por documentação específica, como por exemplo: dhelp gnu octave

domingo, 21 de junho de 2009

Configurando o StarDict

Bem, de fato o stardict está se tornando o padrão em programa de tradução para o mundo open source e para Linux em particular.

No Ubuntu, por exemplo, uma das primeiras coisas que faço é instalá-lo. O programa de dicionário padrão do sistema é simplesmente muito ruim para se usar. Nunca consegui usá-lo adequadamente.

Mas o problema com o stardict é que ele não tem lá muitos dicionários e os que existem, pelo menos para português não são lá muito bons. Mas os dicionários do Babylon são excelentes. Então que tal usar os dicionários do Babylon no stardict?

Para isso, baixe os dicionários do Babylon e os converta para o formato do stardict. Use as dicas contidas aqui: http://ubuntuforums.org/showthread.php?t=1044452.

Mas se você nao quiser se encher muito, segue uma dica que funcionou para mim tranquilamente.
  1. Pegue os dicionários que deseja em: http://reciteword.sourceforge.net/stardict/babylon.php, como por exemplo o stardict-babylon-Babylon_English_Portuguese-2.4.2.tar.bz2
  2. Dê dois cliques no arquivo stardict-babylon-Babylon_English_Portuguese-2.4.2.tar.bz2, vai abrir o Archive Manager.
  3. Extraia todos os arquivos para a pasta ~/.stardict/dic. Se esta pasta não existir, pode criar. (o ~ é a sua pasta pessoal, ou melhor a sua pasta HOME).
  4. Reinicie o stardict
  5. Vá em Manage dictionaries (o segundo ícone da esquerda para a direita em baixo) e veja que os dicionários estão ativos. Desative os dicionários padrão, que só servem para pegar um monte de coisas meio inúteis da Web.
Agora seja mais um usuário feliz com um dicionário Inglês-Português de mais de 114 mil palavras.

Só atenção a uma coisa: eu uso a interface do Ubuntu 9.04 em inglês, talvez você tenha que adaptar algo para a sua interface.

É isso.

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Saiu a versão 3.9.6 do HPLIP: Fazendo HP LaserJet 1000 funcionar no Ubuntu 9.04

Saiu a versão 3.9.6 do HPLIP.

Dessa forma, a impressora HP LaserJet 1000 e praticamente todas as impressoras da família passam a ter suporte.

Basta ir ao site do projeto HPLIP (http://hplipopensource.com/hplip-web/index.html), baixar a nova versão e executar via terminal. Para executar, como se trata de um script, você deve ativar a permissão de execução do arquivo manualmente. Isso porque o Linux é um sistema mais seguro, não permitindo que qualquer script seja executado, apenas aqueles que você tem certeza que são seguros, como este.

É só seguir as instruções (o script está em inglês). Ele irá fazer uma série de verificações e instalará todo o software necessário (os pré-requisitos) e irá compilar os módulos que fazem o HPLIP. Depois ele irá executar uma rotina de instalação e então você pluga a impressora, confirma para o programa baixar o plug-in do servidor principal. Ao final a impressora deverá fazer aquele barulho de inicialização característico. Já estará funcionando!

Só um comentário: bom que a HP agora esteja se importanto um pouco com o mundo Linux e fazendo suas impressoras funcionarem também neste nosso sistema. O projeto (opensource) agora está no sourceforge.net e, como é compilado na máquina, o que você baixa é o código fonte.

É isso.

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Mantendo parágrafos juntos no Latex

Essa dica veio da lista Tex-BR. Beleza. Coloco aqui para não esquecer:

Para se manter dois parágrafos juntos, isto é, para manter dois parágrafos na mesma página, sem uma quebra de página entre eles, você pode forçar uma quebra manual antes do parágrafo que você quer manter com o próximo. O problema é que se, de repende, você mexe no texto, acaba tendo uma página em branco, por uma quebra automática seguidade de uma quebra manual.

A forma menos traumática, segundo o Ivan Ramos (da Lista Tex-BR) é dar uma dica ao Latex. Essa dica é dada como comando \penalty

O \penalty funciona da seguinte forma: você coloca um número positivo entre 1000 e 10000 para dar uma penalidade ao Latex caso ele quebre a página ali. Você também pode colocar um número negativo entre -1000 e -10000 para dar um incentivo se ele quebrar a página naquela posição. Quanto maior o incentivo ou a penalidade maior é a tendência de ele não quebrar a página ou quebrar a página na posição que você indicou.

Assim:


Parágrafo 1: blablabla

\penalty 1000

Parágrafo 2: blebleble


ou


\penalty -1000

Parágrafo 1: blablabla

Parágrafo 2: blebleble


Testei com parágrafos subssequentes dentro de um ambiente itemize (que teoricamente já deveria manter parágrafos juntos), e funcionou legal. Mas tenha em mente que o Latex vai ter que realinhar as distâncias dos parágrafos que ficaram na página, de forma que, dependendo se você colocou uma penalidade muito alta faltando ainda um bom espaço para terminar a página, o leiaute final pode ficar bastante desagradável.

É isso!