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quinta-feira, 18 de agosto de 2016

Remover Kernels Antigos

Após algumas atualizações é comum que tenhamos uma grande quantidade de entradas do Kernel no Grub.

Nenhum problema exceto o espaço em disco e se você tem que gerenciar alguma versão específica, como o meu caso, em que tenho que ter, além da versão generic, alguma versão real time específica.

Seja qual for o motivo, se você tem que remover os Kernels antigos, ou você vai dando apt-get purge em cada pacote (no terminal), ou usa de uma ferramenta tipo Synaptic que permite marcar vários e sair dando purge neles.

O problema com essas abordagens é que sempre fica alguma coisa sem remover e você corre o risco de remover alguma coisa que não queria, como por exemplo o Kernel novo.

A alternativa melhor veio da própria Canonical. O Sr. Dustin Kirkland, que trabalha lá dentro, criou uma ferramenta de linha de comando chamada purge-old-kernels.

Para instalar e usar faça o seguinte:

sudo apt install byobu
sudo purge-old-kernels
E vói-lá. Kernels antigos removidos com segurança. Os últimos 2 são mantidos. Para alterar isso pode usar a opção --keep. Veja o man para maiores detalhes

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Cadê o Linux?

Questão que poderiam me formular: Você diz que o uso do Linux está crescendo em quase todas as frentes (servidores, desktops e móveis), porque é que eu não vejo o Linux por aí?

Resposta curta: não vê e vai ver cada vez menos.

Resposta longa: como todo sistema operacional, o Linux cuida de interligar aplicações aos hardwares existentes. Como tal ele não deveria mesmo aparecer em canto nenhum, pois o que tem que aparecer é a aplicação. Essa sim, é o que deve aparecer ao usuário. Se está rodando sobre Linux, Solaris, ou mesmo Windows, deveria ser transparente. Quando crio uma aplicação para o Android, o faço não para o SO Linux, mas para a plataforma Android. Idem para o MeeGo. Claro que também dá para fazer aplicações multiplataforma. Essa filosofia de existir software que só roda em um certo sistema operacional é uma filosofia que está ultrapassada. Foi engendrada pela Microsoft para criar um verdadeiro monopólio nos PCs. Sorte que esse monopólio não se estendeu para servidores e dispositivos móveis. Atualmente os desenvolvedores querem desenvolver aplicações e as empresas querem vender serviços (associados àquelas aplicações) e não sistemas operacionais (exceto a MS que ainda tem boa parte de suas vendas atreladas ao par Windows/Office, apesar de estar mudando isso aos poucos ano a ano).

O Linux está crescendo e está indo para onde deveria: literalmente para a nuvem.

Linux 1% de mercado?

Para quem ainda tinha dúvidas quanto ao crescimento do Linux:

http://news.cnet.com/software-interrupted/

Dentro da reportagem há um outro link para

http://reviews.cnet.com/8301-12261_7-10370495-10356022.html

Lembrar que apesar de vários nomes diferentes, todas essas plataformas (Android, MeeGo, todas as ARM) são Linux-based.

Considerando que há muitos milhares mais celulares no mundo que computadores PC, é piada achar que o Linux só tem 1% de mercado global, o que inclui servidores (linux já era líder), desktops (linux está em franca ascensão) e móveis (cujo mercado é muito concorrido e os líderes são a Apple e a Nokia e não a MS).

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Por que o Linux é bom?

Para quem ainda duvida, olha só esse instantâneo do SysInfo:


E é no meu note de trabalho mesmo, com atualizações do sistema (tudo bem, nada que exigisse reinício), instalação e desinstalação de coisas neste período.

Depois de 7 dias o sistema continua funcionando numa boa. E olha que uso Netbeans e Octave que são bem pesadinhos.

Pois é! E ainda tem gente que duvida da estabilidade do Linux...

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

GNU/Linux ou Linux

Vez por outra há um derramamento de blogs, postagens e textos nas Internet sobre GNU/Linux. Pois bem, vamos tentar entender isso.

GNU é o conjunto de softwares da Free Software Foundation (FSF: www.fsf.org). Como boa parte das distribuições Linux utilizam software GNU até para o básico do básico no sistema, a FSF sugere o uso do nome GNU/Linux para o sistema.

Ao associar GNU e Linux, a FSF acaba ganhando créditos, merecidos, da popularidade do Linux. Também fica patente a "necessidade" que o Linux tem do software GNU, a começar pelo compilador (gcc).

Parece pois muito correto, e é mesmo muito discutido e disseminadas essas idéias, mas ao associarmos GNU e Linux, simplesmente perdemos a marca. Linux é uma marca registrada do Linux Torvalds. GNU é marca da FSF. GNU/Linux é de ninguém.

A associação pura e simples dos nomes entretanto não para por aí. Toda e qualquer distribuição poderia requerer a mesma coisa, e ainda mais, outras empresas podem requerer a mesma coisa, pois o sistema operacional é o que é pela influência de inúmeras fontes. E deve aumentar ainda mais com a entrada de várias empresas em ramos tão diferentes como sistemas embarcados a sistemas de tempo real, sistemas de banco de dados a netbooks.

Tudo bem que devamos dar créditos à FSF, mas não nos esqueçamos que o Linux é bem maior que a FSF. Um exemplo clássico e que deixa o pessoal da FSF de cabelo em pé: o Ubuntu somente conseguiu a popularidade dele graças a acordos com fabricantes de hardware que fornecem módulos do kernel para seus dispositivos, os quais são empacotados no ubutu-restricted e, a maioria destes módulos é de código fonte fechado.

Por tudo isso, acho que o nome Linux tá de bom tamanho.

Linux, no contexto desta postagem é tomado pelo sistema com um todo: núcleo + aplicativos + configurações + personalizações da distro + ...

domingo, 6 de setembro de 2009

Microdia PC Camera (SN9C105) não funciona com Ubuntu 9.04

Já algum tempo que uso uma webcam que é reconhecida no Ubuntu como:

0c45:60fc Microdia PC Camera with Mic (SN9C105)

Entretanto, apesar de funcionar no Cheese, no Skype, nada!

Pesquisei no Google e encontrei um blog do Mint, que dava várias dicas. Já na primeira:

LD_PRELOAD=/usr/lib/libv4l/v4l2convert.so skype

Sou um usuário Linux novamente feliz!!!!

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Compilando o RTAI no Ubuntu

Para os meus colegas que já estavam cobrando a um tempo, aqui vai o resumo dos procedimentos de compilação do RTAI no Ubuntu. Basicamente são os mesmos passos que o Debian. Lembrar que a compilação do RTAI NÃO funciona no gcc 4.3, então você DEVE usar a versão 3.4.

Aqui descreve-se os procedimentos básicos para a compilação de um kernel vanilla no ambiente Ubuntu. A versão utilizada no Ubuntu é a versão 7.10. Povavelmente o procedimento funcione com outras versões do Ubuntu, bem como outras distribuições baseadas no Debian. Utilizou-se o jeito Debian de se compilar e instalar o kernel do Linux.

Procedimento de Compilação do Kernel de Tempo Real

Os procedimentos a seguir devem ser realizados como superusuário (root), inclusive os testes no RTAI.

Preparativos
  1. Criar diretorio dos fontes:

    $ mkdir /usr /usr/src

  2. Ir para o diretorio de fontes:

    $ cd /usr/src

  3. Baixar o linux e o rtai:

    $ wget www.rtai.org/RTAI/rtai-3.6.bz2
    $ ftp ftp.kernel.org
    login> anonymous
    pass>
    ftp> pass
    ftp> bin
    ftp> cd /pub/linux/kernel/v2.6/
    ftp> get linux-2.6.23


  4. Descompactar os fontes:

    $ tar xjf rtai-3.6.tar.bz2
    $ tar xjf linux-2.6.23.tar.bz2


  5. Criar os links simbólicos:

    $ ln -s linux-2.6.23/ linux
    $ ln -s rtai-3.6/ rtai


Provavelmente o leitor que replicar estes procedimentos o fará somente uma vez enquanto que os demais procedimentos serão executados inúmeras vezes.
Compilando o Kernel
  • Linux mais recente suportado: linux-2.6.23
  • Rtai mais recente: rtai-3.6
  1. Ir ao diretorio do linux:

    $ cd linux

  2. Aplicar o patch do RTAI no Linux:

    $ patch -p1 < ../rtai/base/arch/i386/patches/hal-linux-2.6.23-i386-1.12-00.patch

  3. Copiar a configuração atual:

    $ cp /boot/config-`uname -r` .config

  4. Editar a configuração:

    $ make menuconfig

  5. Opções a serem editadas:
    1. General Setup
      1. Prompt for development and/or incomplete code/drivers: Y
      2. Local version - append to kernel release: -rtai

    2. Enable loadable module support: Y
      1. Module versioning support: N

    3. Processor Type and Features
      1. Interrupt Pipeline: Y
      2. Timer frequence: 1000 Hz
      3. Preemption model: Low Latency Desktop

    4. Kernel hacking
      1. Compile the kernel with debug info: N
      2. Compile kernel with frame poiters: N

    5. Obs.: Pode ser necessário e é extremamente recomendável, segundo o manual do RTAI, desabilitar as opções relacionadas ao Gerenciamento de Energia: ACPI, APM e Graduação da Freqüência da CPU.

  6. Opções a serem editadas para o meu caso:
    1. Processor Type and Features
      --> Processor Family: Core 2/newer Xeon
      --> Hyperthreading: N

    2. Device Drivers -> Sound -> Advanced Linux Sound Architecture -> PCI Devices
      --> Intel HD Audio: N

    3. Obs. 1: Desabilitar todas as opções que não são relativas ao hardware diminui o tempo de compilação

    4. Obs. 2: Necessitei deixar as opções de Gerenciamento de Energia habilitada para a compilação, mas no boot do kernel utilizo as opções noacpi e noapm

  7. Compilando:

    $ make-kpkg --initrd kernel_image kernel_headers

  8. Aguardar o término da compilação. Pode levar horas.

  9. Ir para a pasta src:

    $ cd ..

  10. Criar a pasta de firmware para esta instalação [Um bug no pacote criado gera uma mensagem de erro durante a posterior instalação do pacote, por isso a necessidade deste passo]:

    mkdir /lib/firmware/2.6.23-rtai

  11. Instalar os pacotes Debian criados:

    $ sudo dpkg -i *.deb

  12. Reiniciar com o kernel novo.

Compilando o RTAI
  1. Apagar qualquer versão anterior

    $ rm -rf /usr/realtime

  2. Ir ao diretorio do RTAI:

    $ cd /usr/src/rtai

  3. Configurar RTAI

    $ make menuconfig

  4. Compilar RTAI

    $ make
    $ make installs

  5. Reboot

    $ reboot

  6. Ir ao diretorio do testsuit:

    $ cd /usr/realtime/testsuit/user

  7. Testar a instalação

    $ cd latency
    $ ./run
    $ cd ../preempt
    $ ./run
    $ cd ../switch
    $ ./run
Testando o RTAI

Para se saber se o sistema está aceitável ou não, a implementação do RTAI contém um conjunto de programas de teste e calibração: o testsuit para os testes. O objetivo é que a latência seja baixa, sem overruns e valores de tempo de troca de contexto o menor e menos variante possível.

O resultado dos testes realizados em minha máquina após todo o procedimento de instalação está mostrado abaixo, as quais mostram respectivamente o resultado do teste de latência, preempção e troca. Note que o número de overruns é zero. Os testes foram executados com carga, isto é, no momento do teste, a interface gráfica estava ativa e rodando várias aplicações de usuário, em especial, em um terminal estava sendo rodado o programa flops.






Criação de DVDs

No Ubuntu e distros Linux em geral, uma boa opção de se criar DVDs, é através do programa ManDVD.



Com o ManDVD é possível criar o menu do DVD, apontando para capítulos e/ou vídeos independentes. Para utilizá-lo o autor deverá ter um ou mais dos vídeos que queira colocar no DVD no formato AVI ou MPEG. Também deverá ter figuras para os botões do menu do DVD.

A interface é simples e intuitiva. O executo no Gnome tranquilamente, apesar de ser aplicativo KDE.

domingo, 15 de março de 2009

Isso é jeito de passar o fim-de-semana?

Um pouco atrasado, mas o próprio texto diz o porquê. Copio aqui uma conversação com o pessoal da lista do Ubuntu-BR:

"Olha eu aqui, no Windows, tentando dar um jeito numa máquina.
Tenho dois notes (na verdade tenho só um o outro é da minha esposa)
com Linux, mas minha filha ganhou um note da tia, só que ele tá com
Windows.
Pensei em trocar de cara para Linux, mas eu e minha esposa decidimos
ficar com o Windows, ao menos por enquanto. Tenho um teclado da Comfy
(www.confyland.com) que os meus filhos usam e ele só funciona no
windows. Eu pensava até que os CDs tinham ido pro saco porque eles
funcionavam no VirtualBox e pararam de funcionar. Então tô preso no
bendito do Windows ainda por mais um tempo.
O problema é que coube a mim configurar e deixá-lo enxuto e seguro
para as crianças. Resultado: tô o fim-de-semana inteiro para instalar
firewall, anti-spy, anti-virus, usar o scandisk, defrag e instalar o
7zip, BrO, skype etc. Tudo com muita dificuldade: ir no site, baixar,
instalar, fazer ponto de verificação (sabe como é, windows...) e tudo
o mais...

Que saudade do apt-get do ubuntu!!!!!!!!!!!!"

De José Salles:

"Comprendo sua dor.... hehehehehe.
Calma, é só um fim de semana, depois passa :)

Salles (Nthell)"

quarta-feira, 11 de março de 2009

E por falar em GUI

GUI é a sigla em inglês para Graphical User Interface, ou em bom português, interface gráfica com o usuário. É a nossa geração de computadores atuais, incluindo Windows, Mac e, claro, Linux.

O Linux conta com interfaces com usuário baseadas em softwares chamados de Gerenciadores de Janelas, que operam acima do X. Os programas mais comuns deste gênero juntam também uma série de funcionalidades e se tornam o que chamamos de desktops. São os famosos KDE e GNOME, mas o Linux conta com uma porção deles, uns mais e outros com menos funcionalidades.

Mas o que motivou esta postagem não foi nem um e nem outro. Mas o fato é que o futuro não está nessas interfaces icônicas ou num ambiente gráfico mais ou menos rebuscado. O cubo é lindo de se ver, as chamas chamam a atenção, as janelas translúcidas são show, mas o fato é que tudo isso tem muito pouco de produtividade.

O futuro está nas telas multi-toque, no reconhecimento e sintetização de voz, na computação ubíqua. Não é muito melhor conversar com "alguém" (o seu avatar) do que ficar clicando em iconezinhos que você nem sabe para que servem? O que é mais rápido, ficar teclando o seu nome, endereço, telefone etc. ou simplesmente falar estes dados?

Pois é, depois dizem que os cegos são os que tem problemas nos olhos! (E a gente nem para pra pensar que eles já usam o que é necessário, em termos de tecnologia, para criar essa nova geração de interfaces com usuário...)

Só espero que o mundo open source não perca esse barco. Se nós saíssemos à frente, ditaríamos os padrões e os outros é que deveriam nos seguir, mas vejo que a gente continua indo atrás dos outros...

segunda-feira, 9 de março de 2009

O que é melhor, KDE ou Gnome?

Cara já vi essa questão um milhão de vezes na net e as pessoas que geram essa questão me parecem que só querem incitar discussão e flames propositadamente (talvez até não, mas que parece, parece).

Poderia fazer uma pergunta semelhante: qual o melhor pet: cachorro ou gato? É mais ou menos por aí esse tipo de questionamento.

Gnome é minimalista: na verdade ele esconde as coisas propositadamente. Tem uma excelente ferramente de gerenciamento da área de trabalho (só os itens "relevantes"), tem diversos aplicativos de apoio, um toolkit de desenvolvimento bem razoável, guias de usabilidade bem específicos etc. etc. etc.

KDE é o contrário: deixa tudo mais ou menos à mostra para o usuário configurar: tem uma porção de ferramentas mais ou menos completas para o gerenciamento da área de trabalho (quase tudo o que é opção), um bocado de aplicações desenvolvidas para ele etc. etc. etc.. Neste aspecto, o KDE é bem mais semelhante (se é que se pode usar este termo!) ao Windows.

Por hora prefiro o Gnome, não por não gostar do KDE, mas simplesmente porque quando entrei pro Linux quiz aprender uma coisa um pouco diferente do Windows (que eu já usava) e o KDE é bem mais semelhante ao Windows que o Gnome. Então passei a usar o Gnome e hoje estou mais acostumado a ele que ao KDE. Mas acredito que me adapto bem ao KDE também e acho até que eventuais usuários Windows se sentem mais confortáveis ao utilizá-lo que ao Gnome.

No mais penso que qualquer outra idéia é mero flame, mesmo que não proposital.